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Bovinos

Transporte

Vivem nos excrementos uns dos outros e são expostos a condições severas de temperatura em caminhões abertos.
A febre do embarque, que pode ser fatal, é comum em gado transportado a longas distâncias.
O transporte em tempo frio resulta em partes do corpo congelarem, causando dores terríveis.
Algumas vezes os animais congelam sobre suas próprias fezes ou colados nas laterais ou no chão metálico do caminhão de transporte.
Os animais não recebem alimento nem água.
Uma pesquisa feita pelo Agri-Practice (Set 95) revelou que 10% dos presuntos pesquisados foram classificados como DFD, o que é "geralmente descrito como uma condição na qual os músculos de suínos normais e saudáveis foram totalmente esgotados de glicogênio devido à exaustão física prolongada antes do abate.
O trauma infligido pelas fazendas-fábrica e pelo transporte pode resultar em "baixas" (downers) - animais muito doentes ou fracos para caminhar.


Métodos de Abate dos Mamíferos

- Pistola Pneumática: Uma "pistola" é apontada para a cabeça do animal e uma vara de metal é disparada para dentro do cérebro. A pistola é projetada de modo que a haste jamais sai completamente, ela simplesmente vara a cabeça do animal e depois é puxada pelo açougueiro enquanto o animal desmaia. Este disparo, como o animal se agita muito, nem sempre é certeiro e, freqüentemente, atinge o olho ou resvala na cabeça do animal, gerando ainda mais dor.

- Atordoamento Elétrico: Os animais são conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts.

- Choques na Cabeça: Um atordoador elétrico é utilizado para produzir um ataque e a garganta do animal é cortada, deixando-o sangrar até a morte.

- Golpes de Marreta: Utilizando-se de um martelo específico golpeia-se a cabeça do gado quebrando o seu crânio (essa técnica também é usada em vitelas, pois os ossos do crânio de filhotes são mais macios). Nem sempre o martelo acerta com precisão a região que causa a inconsciência, podendo rasgar os olhos ou o nariz do gado.

- Abate Ritual: Os animais estão totalmente conscientes quando suas jugulares são cortadas. Alguns matadouros prendem o animal por uma perna e penduram-no de cabeça para baixo antes que suas gargantas sejam cortadas, resultando em danos dolorosos dos tecidos em 50% das vezes e, em algumas vezes, crises de vômito.

Bovinos e Equinos a Caminho do Prato

1º Estágio: O animal chega à "central de empacotamento", e é colocado em uma área de espera.
2º Estágio: O animal é enfileirado em um curral e um funcionário começa a conduzi-lo, com o auxílio de uma vara de eletrochoque, através de uma porta de aço.
3º Estágio: É feito o pré-abate através de pistola pneumática ou atordoamento elétrico ou golpes de marreta.
4º Estágio: O animal é pendurado em uma corrente pela pata traseira de cabeça para baixo (há a ruptura dos tendões da coxa, e o animal tem a carne rasgada pelo próprio peso).
5º Estágio: É feita uma abertura para esfola do couro (muitos animais recobram a consciência e gritam de dor nesse momento).
6º Estágio: É feita a degola e tanques aparam o jorro de sangue durante alguns segundos.
7º Estágio: O animal é baixado e começa o processo de esfola total e parte dos cortes de tetas, patas e línguas. É COMUM OS ANIMAIS CHEGAREM VIVOS NESTE ESTÁGIO. HÁ RELATOS EM QUE O ANIMAL AINDA ESTAVA PISCANDO OS OLHOS ENQUANTO ESTAVA SENDO RETALHADO.
8º Estágio: O animal é arrastado em uma esteira onde há o corte em uma serra elétrica em duas metades, na posição da coluna vertebral.
9º Estágio: A carcaça é levada para uma câmara de resfriamento (a carne ainda contém calor do sangue).
10º Estágio: A carcaça é levada para a seção de corte em pedaços como os vistos em mercados e açougues.

Engorda


O gado não se adapta de imediato a comer grandes quantidades de grãos. A mudança fisiológica abrupta na dieta de grama para grãos causa dolorosos problemas digestivos, principalmente flatulência. Para aumentar o ganho de peso e reduzir os custos alguns produtores adicionam papelão, jornais, serragem e até pó de cimento à ração. Outros preferem adicionar estrume de aves e suínos ou esgoto industrial e óleos.


Manejo


Qualquer que seja o lugar do mundo, o gado é sempre exposto a duras condições, sofrendo manejo bruto e, freqüentemente, crueldades no decorrer de suas curtas vidas. Só nos Estados Unidos, onde cada cidadão come sete bois de aproximadamente 500 kg em toda a sua vida, mais de 100 mil cabeças de gado são abatidas a cada 24 horas. Principalmente no Brasil, o gado é rotineiramente castrado, seus chifres arrancados, e seu corpo é marcado a ferro quente sem anestesia. Estes procedimentos são realizados somente para benefício econômico e conveniência dos produtores de carne. Ao pastar a céu aberto, eles são expostos a condições climáticas extremas, que vão desde calor insuportável até tempestades e secas.
Muitos animais sofrem e morrem de calor, frio, sede, fome, doenças e envenenamento por plantas tóxicas. Após diversos meses no campo, o gado é transportado para locais de engorda , o que é feito através do fornecimento de grãos . Nesse local, dezenas de milhares de animais são apinhados em áreas lamacentas, infestadas de moscas e cheias de estrume, onde o estresse os torna suscetíveis à febre e a outras dolorosas doenças debilitantes. Defender-se das moscas pode fazer com que eles percam um ou dois quilos por dia, por isso os produtores os pulverizam regularmente com inseticidas altamente tóxicos.

Transporte

Quando atingirem o peso ideal, os animais são transportados por caminhões até os matadouros. Freqüentemente são manejados com brutalidade: levam choques elétricos de aguilhões, são chutados e arrastados. Podem ser privados de alimento e água e sofrer exposição a condições ambientais difíceis por longos períodos. Caminhões que transportam gado estão sempre superlotados, o que resulta em quedas, pisoteamento e lesões durante o transporte. Os animais que sofrem trauma de pernas, pelve, pescoço ou perna, são arrastados para fora dos caminhões até o piso do matadouro, onde, muitas vezes, agonizando de dor, chegam a esperar horas para ser abatidos.
Animais que estão doentes demais para morrer não recebem eutanásia. Em vez disso, podem ser jogados na “pilha de mortos” e deixados para morrer de doença, sede fome ou hipotermia. Nos Estados Unidos, embora seja requisito de Federal Humane Slaughter Act de 1958 e revisto em 1978 (com exceção de abate kosher e de outras recomendações religiosas), o atordoamento nem sempre é feito com sucesso, devido à incompetência, à indiferença ou à deficiência do equipamento.
Em vários países do mundo, o transporte de gado é realizado em condições precárias, em que o animal é submetido à sofrimento e estresse.

Como são mortos

Mesmo hoje em dia, o processo de abate permanece primitivo e violento. Animais entram no abatedouro um a um. Os criadores mais bem aparelhados, usam um revólver pneumático atordoador, mas, é muito comum a marretada na cabeça, nem sempre certeira. Quando é chegada a hora do abate, os animais, em geral, são forçados a entrar num corredor estreito. Desesperam-se, tentando fugir de todas as formas, viram-se de um lado para o outro, os olhos cheios de terror. Sentem o cheiro do sangue dos companheiros mortos e recusam-se a seguir adiante. Alguns, já sem força, caem; os que permanecem de pé são forçados a prosseguir, tangidos a choques elétricos.
Ao final do percurso, um por um, são contidos em pequenos boxes e covardemente massacrados: recebem marretadas, tantas quantas forem necessárias, até que tombem. Os golpes lhes causam mutilações nos chifres, olhos e focinho. São então suspensos - alguns às vezes ainda vivos - por uma das patas traseiras; seus músculos se rompem em virtude do grande peso de seus corpos. Operários com longas facas cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e carótida, deixando-o sangrar até a morte, pendurado de cabeça para baixo. No Brasil, este procedimento é comumente empregado no abate de bovinos. Porcos, cabras, ovelhas, aves e outros animais são igualmente abatidos com idêntica brutalidade, mas sem o uso do atordoamento.


Abate religioso

Existe um tipo de abate de cunho “religioso” que segue o preceito segundo o qual não se deve ingerir alimentos com sangue, como praticado para a produção de alimentos judaicos, a chamada comida kosher talvez seja pior que a habitual, pois é marcado por excepcional requinte de crueldade.

Crueldade embutida


Os criadores costumam afirmar, com um orgulho sinistro, que “da vaca se aproveita tudo”, dos cascos ao chifre, sendo por isso um “animal muito útil ao homem”, conforme aprendemos na escola. Até mesmo as patas, que não seriam comestíveis, fornecem material para a geléia de mocotó. Muitas gelatinas artificiais são produzidas com patas de vacas ou bois, além de conter corantes e aromatizantes artificiais. Portanto, vegetarianos não devem consumir gelatinas de origem animal e geléia de mocotó. Se você ainda não foi convencido de que deve fazer a sua parte deixando de comer carne, lembre-se destas informações na próxima vez que se sentar num restaurante de luxo e pedir uma vitela acompanhada de um bom vinho francês.
Existe um grande movimento internacional de boicote ao consumo de vitela criado justamente pela compaixão que sentimos em relação a esses filhotes. Não peça mais vitela (ou a carne da mãe dela!) nos restaurantes, nem a compre nos supermercados. Mas quer fazer mais? Não freqüente mais lugares que apresentem esse tipo de prato em seu cardápio e avise-os do porquê de sua decisão. Melhor ainda: divulgue isto entre seus amigos.

Propaganda enganosa

O McDonald´s, rede mundial de hamburgers, gasta milhões de dólares em campanhas de propaganda direcionada a crianças e jovens, tentando mostrar que seu produto é bom. Criaram até um palhaço chamado Ronald McDonald´s. Nos anúncios, ele mostra que os hamburgers nascem como frutas e crescem em pacotes. Esse personagem era interpretado por Jeff Juliano que, ao inteirar-se da forma como o gado vive e é assassinado, abandonou o emprego milionário e tornou-se vegetariano.
Vacas Prenhes

As vacas, mesmo grávidas, são esquartejadas nos abatedouros e os bezerros são arrancados de seus úteros.
Esses fetos são utilizados para churrasco pelos empregados do abatedouro!

Matadouros Clandestinos


Você sabe da onde vem a carne que você come?
O consumo de carne proveniente do abate clandestino traz inúmeros prejuízos à saúde. Não tem nenhuma higiene, nem equipamentos adequados, o transporte é precário (houve casos de transporte de carne no mesmo caminhão de transporte de lixo). Nem precisa falar do sofrimento dos animais, e aos diversos danos causados ao meio ambiente.
Abates clandestinos e um flagrante de trabalho escravo com 25 crianças em matadouro no Rio Grande do Norte.
Eles só continuam matando se você continuar comendo!

Fontes: PEA
Instituto Nina Rosa
www.mp.ba.gov.br

Baby Beef - Carne de vitela

Milhares de bezerros são mortos, criados em gaiolas minúsculas para que não desenvolvam nem enrijeçam músculos, a fim de serem abatidos e vendidos como VITELA ou BABY BEEF, que é considerada uma carne nobre por sua maciez.

Sendo uma carne alva, tenra e considerada deliciosa, a vitela é apreciada em todo o mundo. Conseqüentemente, é uma das comidas mais caras que se conhece, o que estimula a ambição dos criadores, em sua ânsia por lucros. Assim que nascem, as pequenas vacas são retiradas da presença da mãe e isoladas em compartimentos individuais onde recebem um banho frio e passam a se alimentar com leite fornecido não em tetas, mas em recipientes ou canaletas. O ato de sugar, importante para esses pequenos seres, não lhes é permitido, o que produz um alto índice de ansiedade. Costumam então sugar qualquer coisa que lhes é dada, como dedos, pontas de roupas, etc.

Confinamento


Sua carne deve ser branca e macia. Para isso é necessário que os músculos dos animais não se tornem avermelhados, como os tecidos de vacas adultas. A técnica de produção da vitela mostra que é preciso evitar a atividade muscular para impedir a oxigenação dos músculos. Para isso, os animais devem ser mantidos em pequenas celas que impeçam seus movimentos. Depois de um tempo, os animais são forçados a permanecer em pequenos currais individuais onde somente conseguem ficar de pé com o pescoço virado para a direita ou para a esquerda. Em dias alternados, funcionários mudam a cabeça do animal cada dia para um lado. Raramente têm a cabeça voltada para frente com o pescoço esticado, pois isso permitiria a movimentação dos músculos do pescoço. Esse processo é mais comum algumas semanas depois do nascimento.


Alimentação

Ainda para evitar o tingimento dos músculos, os bebês são forçados a uma dieta completamente isenta de ferro, o que lhes provoca uma fraqueza profunda. A ausência do mineral em seus corpos produz uma grande ansiedade por tudo aquilo que possa conter ferro, mas até a água que lhes é fornecida é desmineralizada, Por isso os animais lambem pregos e material metálico das celas e até mesmo sua própria urina.

O sofrimento do bezerro

Visitar uma área de criação de vitela é como estar em um campo de concentração infantil. Os novilhos olham para os visitantes e se aproximam como quem pede ajuda. Tentam sugar dedos ou pedaços de roupas, enchem os olhos de lágrimas e emitem sons guturais estranhos. Esse sofrimento não dura mais que três meses, quando já estão prontos para o abate. São então levados para um local onde são cruelmente mortos , em geral com um corte profundo na jugular, para perder todo o sangue lentamente.


Paladar refinado?


Todo ano, só nos EUA cerca de um milhão de bezerros são mortos para servir aos refinados apreciadores de uma boa carne. O hábito de comer vitela começou provavelmente quando vacas grávidas morriam e serviam de refeição. Percebeu-se que o feto tinha uma carne de textura muito tenra. Depois vieram os métodos para manter a carne do bezerra macia por mais tempo. Por isso hoje se consegue essa façanha com animais de até três meses de idade. Muitos deles morrem antes de completar três meses de nascidos, alguns por infecções (uma vez que seu sistema imunológico é frágil devido à anemia), outros por doença de causa desconhecida. Apresentam diarréias constantes e ficam cada vez mais tristes, até se entregar à morte libertadora. Sua carne, mesmo nesses casos, é direcionada para os restaurantes.

Vacas e seus bezerros

Vacas são mães atenciosas e sensíveis. Basta ver como lambem carinhosamente as suas crias e como essas necessitam da companhia de suas mães. Não se permite nem ao menos que as vacas vejam a sua cria, pois do contrário não conseguiriam permanecer tranqüilas. Elas costumam agitar-se e gritar desesperadamente quando são afastadas do filhote. E assim começa uma das maiores crueldades que o ser humano pode cometer contra os animais: a indústria da vitela.



Fonte: União Libertária Animal
Instituto Nina Rosa
PEA

Como é feito o "Foie - Grass"?

Para se obter o "Foie-Gras", cuja tradução literal é 'Fígado-Gordo', é necessário sujeitar gansos ou patos a alimentação forçada. Durante o período de alimentação forçada, entre duas a quatro semanas, patos e gansos vivem em condições exíguas, impossibilitados de exprimirem qualquer espécie de comportamento natural.

Presos em pequenos compartimentos, não podem mexer-se, abrir as asas, ter contato com a água ou procurar comida. Nestas condições, são obrigados a engolir, de 3 a 5 vezes por dia, uma mistura de milho, gordura de porco e sal, inadequada do ponto de vista nutricional e em quantidade muito superior àquela que ingeririam voluntariamente.

A deficiência nutricional e a quantidade introduzida pelo esôfago garantem uma degeneração das células do fígado (esteatose). A alimentação forçada se dá através de funil com uma ponta de cerca de 30cm, a que estão acoplados mecanismos elétricos ou pneumáticos, que introduzem ½ kg em apenas 3 segundos. Cada ave é forçada a ingerir até 3,5 kg de ração por dia. Em alguns casos, é colocado um anel elástico apertado no pescoço da ave para que ela não regurgite a mistura.




O tamanho anormal do fígado provoca dificuldades respiratórias e de locomoção. O funil, introduzido à força, provoca a inflamação permanente do esôfago, em alguns casos, a sua perfuração, ou ainda asfixia causada por introdução acidental de comida na traquéia.

Depois de 4 semanas de alimentação forçada, os patos e gansos são abatidos. Em um estudo realizado em uma "fazenda", quase 10% de todas as aves morriam com o estômago rompido, com alimento entrando no pulmão ou por doenças e infecções causadas pelos tubos de alimentação sujos.

A Comissão Cientifica de Saúde e Bem-Estar Animal da U.E. conclui no seu relatório de 1998 que a alimentação forçada, tal como é praticada, é prejudicial ao bem-estar animal. A Comissão afirma ainda que as técnicas que provocam um sofrimento evitável devem ser banidas.

Apenas os patos (machos) são usados para fazer o patê, pois eles produzem fígados maiores e são considerados mais capazes de resistir às 4 semanas de tortura. As fêmeas normalmente são entulhadas em sacos de nylon, que são amarrados e jogados em latões com água escaldante. As sobreviventes têm suas cabeças esmagadas contra as bordas do latão.

Se tentarmos imaginar essa dor e sofrimento, então chegaremos perto de compreender a agonia pela qual passam aproximadamente 10 milhões de gansos e patos a cada ano, antes de serem mortos para satisfazer os paladares "refinados" dos seres humanos que consomem 16.800 toneladas de seus fígados em todo o mundo (em 1998).

A França é a maior produtora com quase 80%; depois vem a Hungria, Espanha, Israel e outros países como EUA, Bélgica, Bulgária e Romênia produzindo o restante.


Fonte: PEA

Quanto custa um bife para os animais?

O gado é exposto a duras condições, manejo bruto, e freqüentemente franco abuso e crueldade no decorrer de suas curtas vidas.

- O gado rotineiramente é castrado, seus chifres arrancados, e marcado a ferro quente sem anestesia. Estes procedimentos são realizados somente para benefício econômico e conveniência dos produtores de carne.

- O gado aguenta condições climáticas extremas, desde tempestades até secas ao pastar a céu aberto. Muitos animais sofrem e morrem de frio, sede, fome, doenças intratadas, predadores, e envenenamento por plantas tóxicas.

- Após diversos meses no campo, o gado é transportado para locais de engorda onde são engordados com grãos.

- Num típico local de engorda, dezenas de milhares de animais são apinhados em áreas lamacentas, infestadas de moscas, e cheias de estrume, onde o "stress" os torna suscetíveis ao stress de viagem com febre e outras dolorosas doenças debilitantes.

- Porque o gado fisiologicamente não se adapta a comer grandes quantidades de grãos, a mudança abrupta na dieta de grama para grãos causa dolorosos problemas digestivos.

- Defender-se das moscas pode fazer com que o gado perca meia libra de peso por dia, assim os produtores de carne pulverizam regularmente o gado da engorda com inseticidas altamente tóxicos.

- Para aumentar o ganho de peso e reduzir os custos, algumas engordas começaram a experimentar adicionando papelão, jornais, serragem e mesmo pó de cimento à ração. Outros adicionam estrume de aves e suínos ou esgoto industrial e óleos.

- Quando o gado da engorda chega a 1.100 libras, são transportados por caminhão até os matadouros. Animais transportados freqüentemente são manejados com brutalidade, levam choques elétricos de aguilhões, são batidos, chutados e arrastados. Podem ser privados de alimento e água, e sofrer extremos climáticos por longos períodos. Caminhões para gado freqüentemente vão super-lotados, o que resulta em quedas, pisoteamento, e sofrimentos por lesões durante o transporte.

- Aqueles animais que sofrem quebra de pernas, pelve, pescoço, ou costas e que de outro modo não podem mais locomover-se para fora dos caminhões, não tem eutanásia humana. Em vez disso, eles rotineiramente são acorrentados pelo pescoço ou perna e arrastados para fora dos caminhões até o piso do matadouro, onde, muitas vezes agonizando de dor, chegam a esperar horas para ser abatidos.

- Animais que estão doentes demais para serem abatidos não recebem eutanasia. Em vez disso, podem ser jogados na "pilha de mortos" e deixados para morrer de doença, sede, fome ou hipotermia.

- Mesmo hoje em dia, o processo de abate permanece primitivo e violento. Animais entram no abatedouro um a um. Cada um é atordoado por um revólver pneumático e, ao sucumbir de joelhos, prendem uma corrente num casco traseiro, levantando mecanicamente o animal até o alto. Operários com longas facas então cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e carótida, deixando o animal para sangrar até a morte pendurado de cabeça para baixo.

- Embora seja requisito do Federal Humane Slaughter Act de 1958 e 1978 (com excessão de abate kosher e outros religiosos) praticar o atordoamento, na verdade, nem sempre é feito com sucesso devido à incompetência, indiferença, ou equipamento deficiente.

- Abate kosher é particularmente cruel porque os animais não são atordoados. Plenamente conscientes e aterrorizados, eles são içados de cabeça para baixo por uma perna para aguardarem o abate.

- Mais que 100.000 cabeças de gado são abatidas a cada 24 horas nos E.U.A..

- O Americano comum come 7 bois de 1.000 libras em toda sua vida.

- Vitelas (bezerros) estão entre os animais de fazenda mais desumanamente tratados. São retirados de suas mães ao nascerem, para passarem sua vida inteira acorrentados pelo pescoço e isolados em estreitos currais de madeira (chamados "boxes") desenhados para limitar movimentos. Falta de exercício e uma dieta líquida de um substituto do leite, que é deliberadamente deficiente em ferro, atrasam o desenvolvimento dos músculos a fim de criar carne pálida, tenra ("branca"). Bezerros de vitela frequentemente ficam anêmicos, muitas vezes sofrendo de diarréia crônica e fraqueza. Muitos morrem antes do abate.

- Em muitos estados dos EUA, se um produtor de carne tratasse seu cão da maneira que rotineiramente trata seu gado, ele seria preso, processado e multado ou encarcerado, e seu cão seria confiscado.

Por que não comer animais?

Este é um assunto muito extenso e cada pessoa tem seus motivos para comer ou não comer carne. Porém, devemos levar em consideração o fato de que nossas escolhas pessoais são responsáveis pelo destino daqueles que estão nos matadouros. Eles não podem escolher, você pode. Ao rever nossos conceitos em relação aos animais, veremos que o homem os dividiu em animais selvagens, animais de estimação e animais de consumo. Para os animais selvagens e de estimação existem leis de proteção e comumente as pessoas ficam horrorizadas quando eles sofrem algum tipo de abuso.

Mas e os “animais de consumo” (a expressão “de consumo”, normalmente é utilizada para nomear mercadorias)? Os animais chamados “de consumo” são tão sensíveis quanto os cães e gatos que temos em casa, com a diferença que não tiveram tanta sorte. São criados em locais fechados, sob condições precárias e desumanas, e durante toda a sua miserável existência são envenenados com remédios e hormônios de crescimento. Como se não bastasse, são transportados em caminhões abarrotados por vários dias, sob quaisquer condições climáticas e sem água ou alimento até um matadouro, para assistirem uns aos outros morrendo enquanto esperam sua vez. Então são golpeados diversas vezes na cabeça e alguns levam choques elétricos em regiões vitais para ficarem inconsientes. Muitas vezes isso não funciona e eles vão para o abate completamente consientes. Ainda vivos, são pendurados pelas patas e têm suas gargantas cortadas ou são mergulhados em caldeirões de água fervente. Normalmente são deixados por horas gritando até que finalmente morrem para virar hamburguer.

Essa é a “vida” de animais dóceis e inocentes que chamamos de “animais de consumo”, tentando fazer com que a injustiça de que esses animais são vítimas pareça rotina absolutamente necessária para nós, seres humanos. Porém, o que faz com que comer vacas seja um ato normal e cozinhar o poodle da vizinha seja uma monstruosidade?

Uma vez que a diferença entre esses animais é estritamente genética, podemos perguntar: quais são os genes que determinam quais animais devemos amar e quais devemos matar?
Determinar o direito de um indivíduo à vida de acordo com a espécie é tão absurdo quanto o determinar pela cor cor de pele, uma vez que ambos são apenas resultado de uma variação de códigos genéticos (lembremos que a diferença genetica entre um ser humano e um chipanzé é de apenas 3%) .

Animais como vaca, porco, peixe e galinha NÃO foram “feitos para serem comidos”. Eles são indivíduos sensíveis e têm vidas cheias de emoções. Todos sentem alegria, tristeza, medo, angústia, orgulho, saudade, amor e, acima de tudo eles dão ás suas vidas o mesmo valor que nós damos ás nossas.
É hora de repensarmos o tratamento que temos dado aos seres que dividem o planeta conosco. Por milhares de anos, o homem tem explorado e sacrificado as vidas de animais inocentes com a justificativa de que a matança desses animais é “natural” e até “necessária”. Mas o que fazemos de natural em nosso dia-a-dia? O homem parece Ter evoluído tecnologicamente, mas continua sustentando hábitos cruéis e desnecessários. Muitos dizem que tudo isso é “natural”, mas nem mesmo e forma como esses animais são criados e assassinados é natural hoje em dia. Por que insistir em afirmar que isso é natural quanto nem ao mesmo é necessário?
Uma verdadeira evolução virá no dia em que o homem olhar para os animais com mais compaixão e respeito.

Como vivem e morrem os animais

BOI

No Brasil, os bois são criados soltos. Provavelmente, essa forma de criação é menos terrível que a de países frios do Cone Sul e da Europa, onde os invernos matam o pasto e fazem com que os animais fiquem fechados em áreas apertadas, comendo só ração. Isso não quer dizer que seja o melhor dos mundos. Os animais muitas vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e apanham copiosamente. “O manejo no Brasil é muito bruto”, diz o etólogo Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jaboticabal, especialista no assunto.

Não existe aqui no Brasil a produção de vitela – carne muito branca e macia de bezerros mantidos em jaulas superapertadas para evitar que se movimentem. Para acentuar a brancura da carne, os criadores não permitem que o bezerro coma grama ou grãos, só leite – a dieta tem que ser pobre em ferro e em outros nutrientes, forçando uma anemia no animal. Com isso, torna-se necessário o consumo de antibióticos, para diminuir o risco de infecções do animal desnutrido. “A vitela deveria ser proibida no mundo inteiro”, afirma o agrônomo e etólogo Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, especialista em técnicas de manejo da Universidade Federal de Santa Catarina.

Para matar um boi, primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola de ar comprimido. O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos. Ele então é erguido por uma argola na pata traseira e outro funcionário corta sua garganta. “O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação de microorganismos”, diz Ari Ajzenstein, fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que zela para que as regras de higiene e de bons tratos no abate sejam cumpridas.

Em 1997, a ativista de direitos dos animais americana Gail Eisnitz escreveu o bombástico livro Slaughterhouse (“Matadouro”, inédito no Brasil), no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. “Não vou dizer que isso não acontece no Brasil, mas não é freqüente”, afirma Mateus Paranhos.

O abate a marretadas está proibido no país, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos e, portanto, sem fiscalização. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo.


GALINHAS

Essas quase sempre levam uma vida miserável. Vivem espremidas numa gaiola do tamanho delas. As luzes ficam acesas até 18 horas por dia – assim elas não dormem e comem mais (isso acontece principalmente com as que produzem ovos). Seus bicos são cortados para que não matem umas às outras e para evitar que elas escolham que parte da ração querem comer – caso contrário, ciscariam apenas os grãos de seu agrado e deixariam de lado alimentos que servem para que engordem rápido.

A morte é rápida. As galinhas ficam presas numa esteira rolante que passa sob um eletrodo. O choque desacorda a ave e, em seguida, uma lâmina corta seu pescoço. O esquema é industrial. Hoje, nos Estados Unidos, são abatidas, em um dia, tantas aves quanto a indústria levava um ano para matar em 1930. Nas granjas de ovos, pintinhos machos são sacrificados numa espécie de liquidificador gigante. Parece horrível, mas é a mais indolor das mortes descritas aqui.


PORCOS

Outros azarados. Não têm espaço nem para deitar confortavelmente. “São confinados do nascimento ao abate”, diz Pinheiro Filho. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos, mas isso provavelmente é incomum.


PATOS E GANSOS

Os mais infelizes dos nossos alimentos provavelmente são os gansos e patos da França. O foie gras, um patê tradicional e sofisticado, é feito com o fígado inflamado das aves. Os produtores colocam um funil na boca delas e as entopem de comida por meses, fazendo com que o fígado trabalhe dobrado. Isso provoca uma inflamação e faz com que o órgão fique imenso, cheio de gordura. Ou seja, o patê, na prática, é uma doença. Há movimentos pedindo o banimento do produto. Não se produz foie gras no Brasil.

Os peixes sentem dor

Embora pareça óbvio que os peixes sintam dor, como qualquer outro animal, algumas pessoas ainda pensam que os peixes são como vegetais que nadam. Em verdade, no que concerne a habilidade de sentir dor, os peixes são iguais aos cachorros, gatos e outros animais. O Dr. Donald Broom, consultor científico do Governo Inglês, explica que "A literatura científica é muito clara. Anatômica, fisiológica e biologicamente, o sistema de dor dos peixes é praticamente o mesmo que o das aves e dos outros animais."
Os neurobiologistas já reconheceram, faz tempo, que os peixes possuem sistema nervoso que sentem e respondem à dor, e qualquer um que haja estudado Biologia sabe que os peixes têm nervos e cérebro que sentem a dor, como qualquer outro animal. Em verdade, os cientistas nos dizem que os cérebros e sistema nervoso dos peixes se parecem com o nosso. Por exemplo, os peixes (como os "vertebrados superiores") possuem neurotransmissores como as endorfinas que dão alivio ao sofrimento — naturalmente que a única razão de os seus sistemas nervosos produzirem analgésicos é para aliviar a dor.

Afirmar que os peixes não sentem dor é comparável à argumentação intelectual e científica de que a Terra é plana.

Interessante é verificar que alguns cientistas construíram um detalhado mapeamento dos receptores de dor na boca e por todo o corpo dos peixes. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, monitoraram recentemente a literatura científica sobre a dor e a inteligência dos peixes. Concluíram eles que os peixes sentem dor e que "há de se considerar o bem-estar desses animais". A Dra. Lynne Sneddon, cientista que estuda a biologia dos peixes no Reino Unido, explica: "Trata-se, realmente, de uma questão moral. Sua pesca com anzol é mais importante que a dor que o peixe sente?"

Cientistas da Universidade de Edinburgh e do Roslin Institute, ambos no Reino Unido, relatam que ao reagirem à dor, os peixes sentem também um estresse emocional e apresentam um "movimento de contorção" muitíssimo similar ao tipo de movimento que apresentam animais vertebrados superiores, como os mamíferos." A equipe de pesquisadores concluiu que os peixes, sem dúvida alguma, sentem dor da mesma forma que a sentem os mamíferos, tanto física como psicologicamente.

Como seria de esperar, de animais que, sabemos hoje, são inteligentes e apresentam indivíduos interessantes com memória e a capacidade de aprender, os peixes podem também sofrer devido ao medo e à antecipação da dor física. Pesquisadores de várias universidades dos Estados Unidos publicaram resultados de pesquisas que mostram o fato de alguns peixes usarem o som para comunicar a sua agonia, quando redes são lançadas em seus aquários ou quando são eles ameaçados de alguma maneira. Num estudo individual, o pesquisador William Tavolga descobriu que peixes grunhiam ao receberem um choque elétrico. Mais que isso, os peixes começavam a grunhir, tão logo avistavam o eletrodo, numa inequívoca antecipação do tormento que Tavolga lhes impingia.

Segundo o Dr. Michael Fox, "Embora os peixes não gritem (de forma audível para os humanos) quando estão com dor e em angústia, o comportamento deles deveria constituir evidência suficiente do seu sofrimento quando fisgados ou capturados em rede. Eles se esforçam, procurando escapar e, assim fazendo, demonstram a sua vontade de viver."

O que acontece com o peixe antes que chegue ao seu prato não passa de crueldade aos animais ¾ criados em "fazendas" marinhas ou pescados no mar, os peixes são tratados de maneiras que resultariam em punições a crime hediondo, fossem outros animais tão horrivelmente maltratados.